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Pesquisador Gabriel Goes aprova trabalhos em dois congressos internacionais (4S e AoIR 2026)

O pesquisador do Lab404, Gabriel Goes, teve trabalhos aprovados em dois congressos internacionais que ocorrerão no segundo semestre de 2026....

O pesquisador do Lab404, Gabriel Goes, teve trabalhos aprovados em dois congressos internacionais que ocorrerão no segundo semestre de 2026. As aprovações inserem as investigações do laboratório sobre colonialismo de dados e plataformização nos debates dessas conferências.

4S 2026 – Society for Social Studies of Science

O primeiro evento é a conferência anual da 4S, com o tema TechnoPower. Technoscientific Futures, que será realizada em Toronto, Canadá, entre os dias 7 e 10 de outubro de 2026. Trabalho aprovado: Architectures of Opacity: Data Colonialism and Technopower in Brazilian Unicorn Startups.

AoIR 2026 – Association of Internet Researchers

Na semana seguinte, acontece conferência da AoIR 2026, na Cidade do México, México, entre 14 e 18 de outubro de 2026. Trabalho aprovado: REGENERATING SURVEILLANCE CAPITALISM? HIDDEN AGENTS, DATA COLONIALISM, AND ARCHITECTURES OF OPACITY IN BRAZILIAN UNICORN STARTUPS.

Sobre a Pesquisa

Os materiais aprovados derivam de uma investigação empírica sobre as infraestruturas de rastreamento adotadas pelas maiores startups do Brasil. Com base no neomaterialismo e na Teoria Ator-Rede (TAR), o estudo analisa o arranjo sociotécnico embutido em cinco unicórnios brasileiros: QuintoAndar, Loft, iFood, C6 Bank e Wellhub.

Os principais apontamentos do estudo incluem:

  • A demonstração de como essas startups operam na extração de dados comportamentais por meio de agentes ocultos, como cookies, scripts e pixels.
  • O mapeamento que revela uma média de 29,2 tecnologias de rastreamento por startup, sendo 95% dessas ferramentas estrangeiras (predominantemente provedores dos Estados Unidos).
  • A formulação do conceito de arquiteturas de opacidade, que operam em três níveis: opacidade técnica (captura em camadas invisíveis), transparência performativa (políticas de privacidade legalmente adequadas, porém vagas) e terceirização de responsabilidade entre controladores e processadores.

A pesquisa conclui que essas plataformas atuam como nós locais do colonialismo de dados, reproduzindo assimetrias e dependências infraestruturais em relação ao Norte Global.

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